Receitas da Vila Galé crescem 15% para 321 ME em 2025 com Brasil em destaque

A Vila Galé obteve receitas de 321 milhões de euros em 2025, um crescimento de 15% quando comparado com o exercício anterior, resultado que o grupo considera positivo e que prevê fazer crescer este ano, foi hoje anunciado.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 3, 2026
19:59

A Vila Galé obteve receitas de 321 milhões de euros em 2025, um crescimento de 15% quando comparado com o exercício anterior, resultado que o grupo considera positivo e que prevê fazer crescer este ano, foi hoje anunciado.

Num encontro com jornalistas, em Lisboa, o administrador do grupo, Gonçalo Rebelo de Almeida, começou por enaltecer “mais um ano positivo”, no qual a faturação subiu, ainda que em ritmos diferentes nas várias geografias onde está presente.

O presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, apontou o crescimento de turistas estrangeiros, em 2025, nas unidades hoteleiras do grupo no Brasil, nomeadamente do mercado argentino, tendo as vendas naquele mercado atingido volumes “muito relevantes”, ao aproximarem-se da faturação obtida nos hotéis da Península ibérica em termos absolutos.

Na Península Ibérica, a Vila Galé faturou 193,5 milhões de euros em 2025, um aumento de 8% face a 2024, enquanto no Brasil as receitas foram de 807 milhões de reais (cerca de 130 milhões de euros ao câmbio atual), um crescimento de 23% em relação ao período homólogo.

O grupo detém atualmente 52 hotéis, divididos por 34 em Portugal, 13 no Brasil, quatro em Cuba e um em Espanha, somando mais de 10.000 quartos e 25.000 camas.

A faturação das unidades da Península ibérica representa, assim, 60% da faturação do grupo hoteleiro.

Gonçalo Rebelo de Almeida lembrou que os resultados do ano passado contaram com a abertura de novos hotéis e com a consolidação dos que tinham entrado em operação durante 2024.

O administrador disse que para o crescimento das receitas em Portugal contou mais a subida do preço médio do que o aumento do número de hóspedes, ao passo que no Brasil, a atividade foi suportada tanto pelo crescimento da taxa de ocupação como da subida do valor a pagar pelos quartos.

Em termos de mercados, a principal origem dos hóspedes nos hotéis Vila Galé em Portugal continuam a ser os turistas nacionais – correspondem a 50% do total -, o mesmo acontecendo no Brasil, onde os brasileiros representam 88% dos hóspedes daquelas unidades, apesar do crescimento do peso dos estrangeiros nas contas do ano passado (subiram para 12%).

Os hotéis da Vila Galé no Brasil receberam 436 mil hóspedes no ano passando, a que correspondem 743 mil quartos ocupados, enquanto em Portugal e Espanha o total de hóspedes ascendeu a de 807 mil, contabilizando quase 1,2 milhões de quartos ocupados (1.154.500).

Em Portugal, Gonçalo Rebelo de Almeida lembrou que no que diz respeito aos turistas estrangeiros – ao contrário de um passado recente, onde nos seus hotéis prevaleciam “os mercados europeus maduros” -, no ano passado, os EUA continuaram “a consolidar-se no top 3”.

“Os turistas dos Estados Unidos e do Canadá continuam a crescer”, afirmou, lembrando que os hóspedes norte-americanos apresentam um alto poder de compra.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortização (EBITDA) no exercício passado deverá ter ficado nos 293 milhões de reais no Brasil e em 81 milhões de euros na Península Ibérica.

“O EBITDA estimado no global atinge 127 milhões de euros, o que demonstra a consistência da ‘performance’ [comportamento] do grupo”, sublinhou.

Em termos de perspetivas para este ano, o responsável mostrou-se cauteloso, ainda que otimista, acrescentando esperarem crescer receitas, na ordem dos 4% em Portugal e de uma maior percentagem tal como este ano – no Brasil, de cerca de 10%.

 

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